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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

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Há um ano na Indonésia foi assim...

Mäyjo, 28.09.19
Há um ano terramotos e tsunami deixaram rasto de devastação na Indonésia.

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Um terramoto de 6,1 graus, a que se seguiu, três horas depois, um outro de 7,5 graus e um tsunami na ilha de Celebes na Indonésia, provocaram os estragos que as imagens mostram.
Existiram centenas de vítimas, tendo sido a sua maioria registada em Palu, cidade com cerca de 350 mil habitantes, na costa oeste de Celebes.

Califórnia: a tempestade depois da seca

Mäyjo, 01.06.17

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A ironia tem destas coisas. Nos últimos anos, a Califórnia passou – e continua a passar – por uma das mais violentas secas que alguma região passou no globo terrestre. Porém, o ciclone tropical Dolores, em julho de 2015, originou uma tempestade que foi descrita como “histórica” e que – e aqui está a ironia – ocorreu no mês do ano que menos chove, julho.

 

Uma segunda ironia, esta esperada, diz-nos que a chuva acabou por originar um cenário caótico no estado norte-americano: desde inundações a quebras de energia para 10.000 pessoas, até ao colapso de uma ponte.

Segundo o Mic, a equipa de basebol Los Angeles Angels teve de adiar o seu jogo devido à chuva, algo que nunca aconteceu nos últimos 20 anos. Paralelamente, a chuva do fim de semana bateu recordes de precipitação para julho das cidades de San Diego e Los Angeles.

Na costa, mais de 115 quilómetros de praias foram fechadas e a chuvada até deu para apagar a maioria de um fogo florestal que os bombeiros estavam a tentar apagar, a custo.

A tempestade não ajudou a repor toda a água que a Califórnia precisava para os meses seguintes, nem acabaou com a seca extrema que já durava há mais de um ano, mas foi uma boa notícia para os cidadãos californianos. E, apesar dos danos em várias infraestruturas, casas e automóveis, ela foi e será sempre bem-vinda – assim traga chuva.

Fotos: Mic e Chief Geoff Pemberton/CAL FIRE/Riverside County Fire via AP

 

167, 5 MIL MILHÕES DE EUROS. É ESTE O IMPACTO FINANCEIRO DOS DESASTRES NATURAIS EM 2016

Mäyjo, 07.01.17

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Em 2016 os desastres naturais, incluindo terramotos e tempestades, provocaram cerca de 167,5 mil milhões de euros em prejuízos. Desde 2012 que este valor não era tão elevado, mas em compensação o número de vítimas diminuiu para 8700.

 

Os dados agora divulgados pela seguradora alemã Munich Re mostram que ao longo de 2016 houve um aumento de quase 70% no impacto financeiro das catástrofes a nível mundial. Por outro lado, esta nova informação mostra também que houve um acentuado decréscimo no número de vítimas mortais, passando-se de 25.400 vítimas em 2015 para 8700 no ano de 2016.

Fazendo a retrospectiva do ano, podemos ver que o terramoto na ilha japonesa de Kyushu, em Abril, teve um impacto financeiro de 29,6 mil milhões de euros, enquanto as inundações na China em Junho e Julho provocaram 19,1 mil milhões de euros em prejuízos.

Também os EUA sofreram bastante com os efeitos dos desastres naturais, com o furacão Matthew a ser especialmente prejudicial, causando a morte a 550 pessoas e deixando um rasto de 9,5 mil milhões de euros em danos.

Foto: via Creative Commons 

SECA EM MADAGÁSCAR ATINGE CERCA DE 1 MILHÃO DE PESSOAS

Mäyjo, 13.12.16

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Madagáscar é uma das regiões do planeta que está a sofrer intensamente com a seca provocada pelas alterações climáticas. Estima-se que esta situação se vai manter nos próximos meses.

 

Cerca de 1 milhão de pessoas estão a passar fome no Madagáscar devido às fracas colheitas. A crise humanitária que se declarou na região aparenta estar para durar.  Segundo o representante da organização Catholic Relief Services em Madagáscar, Joshua Poole, os agricultores no Sul do país começaram a plantar sementes devido às chuvas recentes, “mas essas sementes podem ser desperdiçadas se não houver mais chuva para as plantações crescerem”, afirmou.

Há pessoas que à falta de outros alimentos comem frutos de cactos, já fizeram constar elementos que integram as organizações humanitárias que operam na região. A ajuda a estas pessoas, cada vez em maior número, levou a ONU a cortar as rações individuais para chegar a mais gente. E no sul de Madagáscar já há famílias que estão a vender as suas terras e pertences para sobreviver, informaram fontes do Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU.

A África Austral tem sofrido uma das secas mais severas dos últimos 35 anos devido ao fenómeno climático El Niño. Milhões de pessoas em toda a região estão a precisar de ajuda alimentar, mas o Sul de Madagáscar é uma das mais atingidas.

Foto: via Creative Commons 

 

530 MILHÕES DE CRIANÇAS VIVEM EM LOCAIS COM CONFLITOS OU CATÁSTROFES

Mäyjo, 12.12.16

unicef

O número agora divulgado é arrepiante: perto de 535 milhões de crianças vivem em países afectados por conflitos ou catástrofes naturais. Os dados são da Unicef e indicam que quase uma em quatro crianças está a viver num local onde o acesso a cuidados médicos, educação de qualidade, nutrição e protecção adequada lhe estão negados.

 

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) do total de crianças que vive em países afectados por situações de emergência, 393 milhões está na Africa Subsaariana, seguidos do Médio Oriente e do Norte de África.

O número crescente de conflitos, catástrofes naturais e as consequências das alterações climáticas estão a obrigar as crianças a abandonar os locais que lhes são familiares, ficando altamente expostas a doenças, violência e exploração.

Uma das situações mais preocupantes é a Síria, onde a escalada de violência provocou que o número de crianças forçadas a permanecer em zonas de risco, e sob cerco, tenha duplicado em menos de um ano. Dados da Unicef mostram que cerca de 500.000 crianças vivem actualmente em 16 zonas sob cerco no país, sem acesso a ajuda humanitária sustentada e serviços básicos.

Nigéria, Iémen, Afeganistão, Sudão e Haiti surgem igualmente neste alerta da Unicef. No nordeste da Nigéria mais de um milhão de crianças estão deslocadas; no Afeganistão metade das crianças em idade escolar primária não tem acesso à educação; no Iémen perto de dez milhões de crianças estão a viver em zonas de conflito e no Haiti, como consequência do furacão Matthew, mais de 90 mil crianças com menos de cinco anos não teve ainda acesso à tão necessária assistência.

Muitos foram os progressos alcançados pela Unicef nas últimas décadas no cuidado com as crianças a nível mundial, mas os dados agora conhecidos ameaçam deitar por terra todo o trabalho dos últimos anos.

O documento oficial com estes dados será tornado público no próximo domingo, 11 de Dezembro, dia em que se celebram os 70 anos de trabalho sem interrupção desta instituição a levar ajuda vital, apoio a longo prazo e esperança a crianças nos locais mais difíceis do mundo.

Foto: Al- Issa / Unicef Facebook